quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Tim Tebow: Um Milagre?


Tim Tebow já é figurinha carimbada aqui no blog. Mas é inevitável não falar nele novamente, depois de todo o sucesso que ele vem conquistando. É praticamente impossível que numa tarde de domingo ele não seja o assunto mais comentado entre os fãs da NFL. O quarterback vem guiando o Denver Broncos a uma campanha impressionante (A equipe é líder da AFC West e tem 6 vitórias consecutivas), e vem levando o time a incríveis viradas.

Tebow não esconde de ninguém que é uma pessoa de fé. Sua maneira de ajoelhar peculiar antes de entrar em campo já virou febre na internet, e pessoas têm tirado fotos fazendo a “pose” nas situações mais inusitadas.

A famosa oração de Tebow antes das partidas

Filho de missionários, Tim Tebow também sempre atribui seu sucesso ao seu, de acordo com suas próprias palavras: “Senhor e salvador Jesus Cristo.” Apesar de seu sucesso, é unanimidade entre os comentaristas que Tim Tebow não é um primor de quarterback. Ele é um dos piores passadores da liga, tendo muita dificuldade para executar passes longos, além disso, nem sempre toma as melhores decisões em campo. O que impressiona é que parece que sempre nos momentos finais da partida, Tebow faz o que muitos têm chamado de “Tim Tebow’s Miracle” (O Milagre de Tim Tebow): Seja no jogo corrido (ponto forte do jogador), ou em algum passe para touchdown, Tebow encontra uma maneira de levar sua equipe à vitória. A pergunta que fica é: O sucesso de Tim Tebow realmente é um milagre ocasional de sua fé?

Primeiramente, é complicado colocar Deus em meio de disputas, dizendo que Ele vai estar do lado de esta ou aquela equipe. O próprio Tebow nunca busca atribuir as vitórias de sua equipe a Deus. Mas então onde está o milagre? O milagre de Tim Tebow não possui nada de tão sobrenatural ou espetacular, mas mesmo assim podemos chamar de milagre. Alguns exemplos podem ajudar a entender essa questão.

Dentro de campo, quem lidera a equipe é o quarterback. Ele passa as jogadas, motiva os jogadores, corrige os erros, é uma espécie de capitão. Na última partida do Denver Broncos, contra o Chicago Bears, o wide receiver do Broncos, Demaryius Thomas, deixou cair um passe fácil de ser recebido. A reação mais natural e esperada era que Tim Tebow, o quarterback da equipe, gritasse, mostrasse sua decepção, mas invés disso, ele disse algumas palavras de encorajamento para o jogador. Mais tarde, o mesmo Demaryius Thomas marcaria um touchdown decisivo para o Denver Broncos. Além disso, em suas coletivas de imprensa, Tim Tebow sempre exalta seus colegas de equipe e procura atribuir o máximo de crédito possível a eles.

Estudos mostram que pessoas que mostram empatia, que são cooperativas e têm compaixão por outros, são mais efetivas em situações de liderança do que outros perfis de líderes que usam medo e pressão como motivação. Tim Tebow se proclama um cristão, e parece procurar desenvolver os frutos do espírito (amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio). Além disso, ele busca forças em Deus, que nos ajuda a desenvolver nossos talentos em suas capacidades máximas e “efetua em nós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.” (Filipenses 2:13). E esses princípios certamente refletem na maneira de Tebow liderar o Denver Broncos. Talvez seja esse o maior segredo, ou melhor, o maior milagre de Tim Tebow.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A História de Kaiser, o Forrest Gump Brasileiro


A bola nunca foi uma das suas melhores amigas. Mas ele era craque em se relacionar com algumas estrelas do futebol brasileiro. A vida de Carlos Henrique Raposo, mais conhecido como Kaiser, é digna de um filme de Hollywood. Por mais de 20 anos, ele fez parte do elenco de grandes clubes brasileiros. Foi para a França, passou pelos Estados Unidos, fez uma escala no México… sem praticamente ter entrado em campo para uma partida oficial. Entre alguns amigos, ele é conhecido como o Forrest Gump do futebol brasileiro. Apesar da sua história estar mais para outro sucesso do cinema americano… “Prenda-me se for capaz”.
Aos 48 anos, Carlos Kaiser atualmente mora no Flamengo, no Rio de Janeiro. E depois de muito tempo resolveu revelar as suas histórias. No currículo, passagens por Botafogo, Flamengo, Vasco, Fluminense, América, Bangu, Palmeiras, Ajaccio…

Na foto Kaiser (à esquerda), ao lado do centroavante Gaúcho e de Renato Gaúcho.
 
– Pinóquio perdia. Pior do que cara de pau, esse rapaz é o maior 171 do futebol brasileiro – brinca Ricardo Rocha, um dos amigos de Kaiser.
A estratégia do suposto atacante para enganar dirigentes e treinadores era elaborada. Desde cedo, Kaiser sempre foi muito bem relacionado. E fazia amizade com facilidade com jogadores importantes do futebol brasileiro. A lista de amigos era grande… Carlos Alberto Torres, Rocha, Moisés, Tato, Renato Gaúcho, Ricardo Rocha, Romário, Edmundo, Gaúcho, Branco, Maurício… apenas para citar alguns nomes.
Em uma época em que os meios de comunicação ainda não eram tão desenvolvidos, em que não existia Internet, TV por assinatura transmitindo ao vivo jogos de todo o mundo ou empresários circulando pelos corredores dos clubes com DVDs editados de dezenas de jogadores, Kaiser se aproveitava da falta de informação. Sempre que algum de seus amigos famosos era contratado por um clube, ele era levado como contrapeso para fazer parte do elenco.
- Eu assinava o contrato de risco, mais curto, de normalmente três meses. Mas recebia as luvas do contrato e ficava lá este período – conta.
- É um amigo nosso, uma ótima pessoa, um ser humano extraordinário. Mas não jogava nem baralho. O problema dele era a bola (risos). Nunca vi ele jogar em lugar nenhum. É um Forrest Gump do futebol brasileiro. Conta história, mas às 16h da tarde, num domingo, no Maracanã, nunca jogou. Tenho certeza – disse Ricardo Rocha.
Kaiser tinha uma vantagem. Alto, sempre teve um porte físico avantajado. Tinha pinta de jogador. E puxava a fila nos treinos físicos. Como alegava que chegava fora de forma, conseguia ficar duas semanas só correndo em volta do campo. O problema era quando a bola rolava. Aí entrava em cena a segunda parte do plano.
– Eu mandava alguém levantar a bola pra mim e errava a bola. Aí sentia o posterior da coxa, ficava 20 dias no departamento médico. Não tinha ressonância (magnética) na época. E quando a coisa ficava pesada para o meu lado, tinha um dentista amigo meu que dava um atestado de que era foco dentário. E assim ia levando – explica Kaiser.
– Sei que ele era um inimigo da bola. A parte física era com ele. No coletivo ele combinava com um colega… na primeira jogada me acerta porque eu tenho que ir para o departamento médico – corrobora Renato Gaúcho.
– Sei de história que ele ia para o clube jogar e, na hora de entrar em campo para mostrar alguma coisa, simulava contusão. Aí não participava, falava que era estiramento e ficava de dois a três meses sem treinar. É 171 nato – conta Ricardo Rocha.
Festas nas concentrações
Para alguns dirigentes e treinadores, Kaiser não passava de um jogador azarado. E assim ele conseguia ganhar tempo. Colocava no bolso um ou dois meses de salário. Quando a situação começava a ficar difícil de ser sustentada, ele aproveitava um outro amigo e trocava de clube. Assinava um novo contrato de risco, recebia as luvas… começava tudo outra vez!
– Não me arrependo de nada. Os clubes já enganaram tantos os jogadores, alguém tinha que ser o vingador dos caras – brinca.
A tática era conhecida por vários companheiros, que encobriam a história. Afinal, Kaiser era bem relacionado em outras áreas também.
– Na época a gente ficava concentrado em hotel. Eu chegava três dias antes, levava dez mulheres e alugava apartamentos dois andares abaixo do que o time ia ficar. De noite ninguém fugia de concentração, a única coisa que a gente fazia era descer escada. Tanto que tem treinador hoje que bota segurança no andar.
Kaiser frequentava as casas noturnas mais badaladas do Rio de Janeiro e aproveitava o fato de ser jogador de futebol para se aproximar das mulheres.
– Mulher era a coisa mais fácil, podia ser em espanhol, inglês, francês. Porque jogador já tem esse assédio, eu não me considero um cara feio.
A semelhança com Renato Gaúcho também era bem-vinda. Os dois se divertiam bastante na noite.
– Se fui clone um dia de alguém na vida foi do Renato Gaúcho. A gente se conheceu em 83, ele jogava no Grêmio e vinha muito pro Rio. Essa fama que ele tem com as mulheres perto de mim não é nada. A gente saía muito, eu, ele e o Gaúcho (ex-atacante do Flamengo).
Para não ser desmascarado, Kaiser precisava ter boas relações ainda com a imprensa. Por isso, distribuia camisas do clube, passava algumas informações. Elogiado pelos amigos famosos, ele aparecia em matérias acompanhado de adjetivos como ‘artilheiro’ e ‘goleador’. Assim, os meios de comunicação davam respaldo à imagem de bom jogador que era vendida aos clubes. Quando foi jogar no Bangu, um jornal da época deu à matéria sobre sua contratação o título: ‘O Bangu já tem seu rei: Carlos Kaiser’.
– Eu tenho facilidade em angariar amizades, tanto que muitos da imprensa da minha época gostam de mim, porque nunca tratei ninguém mal.
Em cerca de 20 anos de carreira, Kaiser entrou em campo poucos vezes para disputar uma partida oficial. Nenhuma delas no Brasil:
– Jogo completo se tiver uns 20, 30, tem muito. Todo jogo eu dava ‘migué’. Todo jogo eu saía machucado, até treino, se eu pudesse, eu saía machucado – admite.
Kaiser encerrou sua carreira aos 39 anos, jogando pelo Ajaccio, clube da segunda divisão da França, no qual ficou por alguns anos. O atacante garante que desta vez ele jogou de verdade, porém, não mais do que 20 minutos por partida, poucas vezes por temporada. Mais experiente, Carlos Henrique não se arrepende do que fez, mas confessa que se tivesse uma chance de voltar no tempo, a história seria diferente:
– Pelas oportunidades, pelos times que passei, se eu me dedicasse mais, eu teria ido mais longe na minha carreira. De certa forma, me arrependo de não ter levado as coisas mais a sério. Se teve alguém que eu prejudiquei a vida toda foi a mim mesmo – disse.

fonte: globoesporte.com 

Nota: O próprio Kaiser admite que, a maneira desonesta com a qual ele tratou sua carreira profissional não foi a ideal, e se arrepende, em certa forma, da mesma. Não é a toa que Deus tenta proteger a humanidade da desonestidade, imprimindo um mandamento contra ela em sua lei universal: "Não dirás falso testemunho contra o teu proximo." Êxodo 20:16

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Atleta da Semana #3 - Tim Tebow

Desde que Tim Tebow assumiu a titularidade do Denver Broncos, são 4 vitórias em 5 jogos. O quarterback, que comandou a virada do Broncos sobre o Jets nesta quinta-feira, já arrasta milhares de adeptos e começa a criar a Tebowmania. Ele é o atleta da semana aqui no blog:

Nome: Timothy Richard "Tim" Tebow

Esporte: Futebol Americano

Posição: Quarterback

Equipe: Denver Broncos

Idade: 24 anos

Bio: Filho de missionários norte-americanos, Tebow nasceu em Makati City, nas Filipinas, enquanto seus pais serviam numa campanha missionária da Igreja Batista. Tebow já se destacava no futebol americano no High School, quando jogou pela Nease High School, na Florida. Na Universidade, foi recrutada pela Florida University, onde foi quarterback e ídolo do time de futebol americano universitário Florida Gators. Lá também, recebeu o prêmio Heismann Trophy, prêmio dado ao melhor jogador de futebol americano universitário. Em 2010, Tim Tebow foi selecionado pelo Denver Broncos na 25ª escolha do draft, e começou sua carreira profissional pela NFL. Sua fama começou a crescer neste ano, quando alcançou o posto de quarterback titular na equipe, deixando o experiente Kyle Orton no banco e levando a equipe de Denver a importantes vitórias.


Confira abaixo algumas estatísticas de Tim Tebow na temporada 2011 da NFL:


Estatísticas de passe:
Jogos   Passes Tentados  Completos  Jardas  Jardas p/ Passe  Touchdowns    Interceptações    Fumbles
   8               125                   56           709            .5.67                   7                       1                     2


Estatísticas de corrida:
Jogos     Corridas      Jardas    Jardas p/ Corrida     Touchdowns
   8            56               388                6.9                          3

Assita a grande jogada de Tim Tebow que terminou em um touchdown e a vitória de sua equipe sobre o New York Jets nesta última quinta-feira: 


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Locaute: Uma História Antiga


O locaute da temporada 2011/2012 da NBA já está aí. Os jogos foram cancelados até dia 15 de dezembro, e provavelmente muitos outros ainda serão. A última proposta de acordo enviada pelos emissários da NBA, tida como ultimato, foi recusada pela NBPA (Associação dos Jogadores da NBA), e a disputa agora foi para os tribunais. Além disso, David Stern, comissário geral da NBA, chegou a falar em uma entrevista sobre possíveis “anos de espera”, o que significa que os fãs da liga provavelmente vão ter que acompanhar essa novela por mais algum tempo.
Mas não é a primeira vez na história da NBA que se presencia este acontecimento. O locaute de 2011 é o quarto na história da NBA. Em 1995 e 1996 já haviam ocorridos outros locautes sem interferir no calendário de jogos. Já no ano de 1998, quando ocorreu o terceiro locaute da história da NBA, a história foi diferente e um pouco mais semelhante com a atual: Dirigentes queriam uma diminuição na porcentagem de 57% para 48% do rendimento anual da liga que ia para o salário dos jogadores, alegando que 15 dos 29 times haviam terminado a temporada 1997-1998 no prejuízo (Na 2010-2011 foram 22 dos 30), e vários outros detalhes contratuais. Como não houve acordo entre a NBPA (Na época liderada pelo lendário pivô Patrick Ewing) e a NBA (Que tinha como comissário geral David Stern, o mesmo atualmente) até 20 de janeiro de 1999, a temporada foi reduzida a de 82 para 50 jogos, além do famoso All Star Game (Jogo das Estrelas) ser também cancelado. Ainda nesse período, a Seleção Norte Americana de Basquete disputou o Campeonato Mundial FIBA de 1998 sem nenhum jogador da NBA, obtendo a medalha de bronze, pior colocação no torneio desde que os jogadores da NBA foram permitidos participar. Outro fato marcante deste período foi o anúncio da segunda aposentaria do grande astro da NBA na época e de todos os tempos, Michael Jordan, que implicou numa queda significativa dos fãs do jogador e consequentemente dos fãs da liga.
Algumas marcas, como a Nike e a Sprite, aproveitaram a situação para seus anúncios comerciais:
 

Felizmente, a temporada teve seu reinício no dia 5 de fevereiro de 1999, e terminou com o San Antonio Spurs se sagrando campeão em cima do New York Knicks. E assim como o locaute de 1998 teve um final feliz (não tanto como poderia ser, mas feliz), nós, fãs da NBA, com todo o otimismo do mundo esperamos que o de 2011 também o tenha.
VOLTA NBA!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Jonas: O Pior Atacante do Mundo?


Atualmente titular no Valência e jogador da Seleção Brasileira, a carreira de Jonas nem sempre foi tão prestigiada. A pouco mais de 2 anos atrás, o atacante, atuando pelo Grêmio, foi considerado “o pior atacante do mundo” pelo site espanhol Mundo Deportivo, ao perder duas incríveis chances de gols na vitória do Grêmio sobre o Boyacá Chicó.
"A primeira, mano a mano contra o goleiro Edigson Velásquez, tem desculpa. Mas a segunda e a terceira tentativa são terríveis e dignos de entrar para o museu dos horrores", dizia a reportagem.
— Olha, vou te dizer um negócio: não tem jeito de isso sair da minha cabeça. É impossível. Não sei direito o que aconteceu. Acho que eu fiquei confiante demais de que faria o gol e acabei perdendo. Teve uma hora em que quase saí para comemorar, mas aí vi que não tinha entrado – Afirmou o jogador, na época, em entrevista ao globoesporte.com
Assista o lance dos gols perdidos por Jonas:

 Jonas deu a volta por cima: De pior atacante do mundo se tornou artilheiro do Brasileirão pelo Grêmio no ano de 2010, se transferiu para o Valência, uma equipe competitiva da Espanha, e suas boas atuações lhe renderam uma convocação para a Seleção Brasileira pelo técnico Mano Menezes. Nesta segunda feira, foi destaque na vitória do Brasil sobre o Egito por 2 a 0 marcando os dois gols da equipe brasileira.
A carreira de Jonas sofreu uma grande mudança, na qual ele passou de o pior atacante do mundo para um jogador de renome no cenário mundial do futebol. Deus é um deus de mudanças drásticas. Se encontrar com Ele significa ter a vida mudada. Ele transformou prostitutas em fiéis seguidoras, perseguidores em missionários, ricos em abnegados, e além desses, quer efetuar um câmbio na vida de todos que tem um verdadeiro encontro com Ele. Pode não parecer fácil, mas Ele mesmo vai nos dar as forças necessárias: “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.”  Filipenses 2:13