Tim Tebow já é figurinha carimbada aqui no blog. Mas é inevitável não falar nele novamente, depois de todo o sucesso que ele vem conquistando. É praticamente impossível que numa tarde de domingo ele não seja o assunto mais comentado entre os fãs da NFL. O quarterback vem guiando o Denver Broncos a uma campanha impressionante (A equipe é líder da AFC West e tem 6 vitórias consecutivas), e vem levando o time a incríveis viradas.
Tebow não esconde de ninguém que é uma pessoa de fé. Sua maneira de ajoelhar peculiar antes de entrar em campo já virou febre na internet, e pessoas têm tirado fotos fazendo a “pose” nas situações mais inusitadas.
A famosa oração de Tebow antes das partidas
Filho de missionários, Tim Tebow também sempre atribui seu sucesso ao seu, de acordo com suas próprias palavras: “Senhor e salvador Jesus Cristo.” Apesar de seu sucesso, é unanimidade entre os comentaristas que Tim Tebow não é um primor de quarterback. Ele é um dos piores passadores da liga, tendo muita dificuldade para executar passes longos, além disso, nem sempre toma as melhores decisões em campo. O que impressiona é que parece que sempre nos momentos finais da partida, Tebow faz o que muitos têm chamado de “Tim Tebow’s Miracle” (O Milagre de Tim Tebow): Seja no jogo corrido (ponto forte do jogador), ou em algum passe para touchdown, Tebow encontra uma maneira de levar sua equipe à vitória. A pergunta que fica é: O sucesso de Tim Tebow realmente é um milagre ocasional de sua fé?
Primeiramente, é complicado colocar Deus em meio de disputas, dizendo que Ele vai estar do lado de esta ou aquela equipe. O próprio Tebow nunca busca atribuir as vitórias de sua equipe a Deus. Mas então onde está o milagre? O milagre de Tim Tebow não possui nada de tão sobrenatural ou espetacular, mas mesmo assim podemos chamar de milagre. Alguns exemplos podem ajudar a entender essa questão.
Dentro de campo, quem lidera a equipe é o quarterback. Ele passa as jogadas, motiva os jogadores, corrige os erros, é uma espécie de capitão. Na última partida do Denver Broncos, contra o Chicago Bears, o wide receiver do Broncos, Demaryius Thomas, deixou cair um passe fácil de ser recebido. A reação mais natural e esperada era que Tim Tebow, o quarterback da equipe, gritasse, mostrasse sua decepção, mas invés disso, ele disse algumas palavras de encorajamento para o jogador. Mais tarde, o mesmo Demaryius Thomas marcaria um touchdown decisivo para o Denver Broncos. Além disso, em suas coletivas de imprensa, Tim Tebow sempre exalta seus colegas de equipe e procura atribuir o máximo de crédito possível a eles.
Estudos mostram que pessoas que mostram empatia, que são cooperativas e têm compaixão por outros, são mais efetivas em situações de liderança do que outros perfis de líderes que usam medo e pressão como motivação. Tim Tebow se proclama um cristão, e parece procurar desenvolver os frutos do espírito (amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio). Além disso, ele busca forças em Deus, que nos ajuda a desenvolver nossos talentos em suas capacidades máximas e “efetua em nós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.” (Filipenses 2:13). E esses princípios certamente refletem na maneira de Tebow liderar o Denver Broncos. Talvez seja esse o maior segredo, ou melhor, o maior milagre de Tim Tebow.

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